Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Mau tempo nas ilhas...

Derrocadas e chuvas torrenciais provocaram caos na Madeira


LÍLIA BERNARDES
Temporal afectou o Funchal, mas também outras zonas da ilha
Desde a passada quarta-feira que os serviços de meteorologia chamavam a atenção para uma depressão sobre a Madeira. Ninguém ligou. A população foi apanhada desprevenida. Ontem houve chuvas torrenciais e com elas quedas de pedras, deslizamento de terras, túneis inundados, cheias em vários locais e voos afectados.

O temporal começou às 21.00 de segunda-feira e durante toda a madrugada a ilha foi fustigada por ventos fortes, acima dos 120 km/hora, e chuvas torrenciais. Mas o pior aconteceu entre as 09.00 e as 10.00 de ontem, quando a precipitação atingiu 41 litros por metro quadrado, causando um verdadeiro dilúvio. Tal não acontecia desde os anos 60, disse ao DN António Santos do Instituto de Meteorologia.

Adufas entupidas, impermeabilização de solos, queda de pedras e deslizamento de terras, o caos arrastou-se sobretudo pelo Funchal, Santa Cruz, Ribeira Brava e São Vicente, mas alastrou-se a todos os concelhos da ilha.

Na baixa funchalense, houve comércio e ruas alagadas e viaturas a tentar sair a tempo dos túneis inundados. Água e lama invadiram residências, os parques de estacionamento foram atingidos, alunos evacuados do Liceu Jaime Moniz, escolas encerradas em São Vicente. As derrocadas foram sendo notícia um pouco por todo o lado.

Nas zonas altas do Funchal, um homem foi arrastado pela torrente de um ribeiro tendo sido salvo pelos vizinhos. A costa sul foi fustigada pela maré-alta, rebentando as infra-estruturas dos complexos balneares da Praia Formosa, Ponta Gorda, Lido e Barreirinha e criando problemas graves num dos hotéis do grupo Pestana. O nevoeiro condicionou a operacionalidade do aeroporto e 15 voos foram afectados. Alguns derivaram para os aeroportos do Porto Santo, Canárias e Faro.

No mar, as ondas de seis metros não permitiram a saída do ferry Lobo Marinho para o Porto Santo. O temporal continua até quinta-feira, segundo as previsões do Instituto de Meteorologia e, por isso mesmo, o ferry que assegura as ligações para Porto Santo permanecerá hoje igualmente no porto.

Voos cancelados nos Açores

O vento forte registado no arquipélago dos Açores levou a SATA a cancelar ontem 13 voos, afectando 279 passageiros. A ilha do Faial registou uma rajada de vento máxima de 124 quilómetros por hora.

A companhia aérea cancelou ligações entre as ilhas do Faial, São Jorge, Pico, Terceira, Flores, Graciosa e São Miguel. Segundo afirmou fonte da companhia aérea à Lusa, "alguns" daqueles passageiros poderiam chegar ainda ontem ao seu destino caso houvesse melhoria do tempo, e os restantes deverão ser reacomodados durante o dia de hoje.

O Instituto de Meteorologia previa ontem uma diminuição gradual da intensidade do vento a partir do final da tarde de ontem nas ilhas do Grupo Ocidental.

Já no Grupo Central essa diminuição gradual do vento só deverá ocorrer a partir da manhã de hoje nas ilhas de São Miguel e Santa Maria (Grupo Oriental), de acordo com a mesma fonte. Com Lusa
sinto-me: Carpe Diem
publicado por mileumpecados às 13:47
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Previsões de alterações climatéricas na Europa..., cheias junto às costas marítimas, ...


Novo relatório sobre o clima traça cenário dramático para a Europa



Rita Carvalho
As vozes dos cientistas já tinham badalado as más notícias através dos seus relatórios. Inundações súbitas na Europa, fome e secas em África, menos neve na América do Norte e violentos fogos florestais na América Latina. Mas agora é a voz oficial das Nações Unidas a traçar os dramáticos cenários que podem advir das alterações climáticas. Só no Sul da Europa, em 2080, as cheias junto às costas marítimas vão pôr em risco mais 2,5 milhões de pessoas do que actualmente.

As conclusões sobre o impacto regional das mudanças no clima só vão ser anunciadas no dia 6 de Abril, em Bruxelas. Mas ontem a agência Reuters antecipou alguns dados do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU. E os riscos são transversais a todo o mundo, embora vão afectar de modo diferente as regiões do sul e do norte.

Se nos países europeus do sul, como Portugal, as ondas de calor serão a maior ameaça à saúde das populações, que terão de enfrentar também o problema da escassez de água e o drama dos incêndios florestais, a norte, o aquecimento global e a diminuição do frio poderão trazer melhorias à produtividade florestal, às pescas e às colheitas agrícolas. Nesta região, haverá ainda um maior potencial hidroeléctrico.

Mas em 2080 o maior problema dos países do sul serão as súbitas inundações, estimam os cientistas da ONU, avisando ainda que o risco se fará sobretudo sentir junto às zonas costeiras

Noutros cantos do mundo, como a Ásia, o derretimento dos Himalaias provocará cheias e avalanches, colocando em risco os recursos hídricos. Mas o impacto da subida do nível do mar e do aumento da temperatura conduzirá também a tempos de seca, piorando a produtividade agrícola e agravando carências.

A fome também será agudizada em África, com a falta de água a perturbar as colheitas e a reduzir a área agrícola disponível. A ONU estima ainda que, na América do Norte, neve menos e no Verão se agrave o problema das florestas, com mais fogos. A sul, na América Latina, a savana poderá substituir a floresta tropical da Amazónia, tornando zonas secas em terrenos desertificados.

Nas zonas polares, continuará o degelo das calotes, com impactos graves ao nível da biovidersidade.
publicado por mileumpecados às 11:20
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Inundações, cheias...incúria!!!

 

 

É muita incúria neste país!!!

 

O mais triste de toda esta situação é não se ter aprendido nada com os exemplos do passado.

 

Desde 1967, em que houve as cheias em que morreram mais de 700 pessoas, pouca coisa mudou, … as sarjetas continuam por limpar, as estradas continuam a ser mal planeadas e a serem cortadas tardiamente (só depois de acontecer algum acidente), as ribeiras continuam sujas, os guarda rios desapareceram em prol duns fiscais que ao que parece fiscalizam pouco, continua-se a construir indiscriminadamente – sobre rios subterrâneos, em leitos de cheias, em vales, etc… - a protecção civil continua a ser muito precária nos seus recursos e a não saber comunicar/trabalhar em conjunto com as autarquias, e estas, por último, continuam a trabalhar mal e a serem o único bode expiatório dum país que tem pouco apreço pelo ordenamento do seu território e pelo planeamento urbanístico (este último, quase inexistente).

 

Infelizmente, ainda se constrói muita coisa legal, grandes projectos de arquitectos com nome e renome e que não passam de enormes atentados ao ambiente e aos quais todos vejam os olhos.

 

Ou ainda empresas tais como a EDP ou a TVCABO, por exemplo, que quando algo acontece do género ou mesmo em situações menos graves, deixam povoações inteiras sem serviço durante dias. Porque não contratam técnicos que os ajudem a prevenir em vez de remediar?!

 

É o estado das coisas!!!

publicado por mileumpecados às 14:02
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